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Porque fazer psicoterapia?

  • Psicóloga Jennifer Andrade
  • 20 de ago. de 2017
  • 3 min de leitura

Provavelmente você já deve ter ouvido falar que psicoterapia “é coisa de doido”, “de gente maluca”, e esse com esse artigo espero te ajudar a mudar essa percepção errada relacionada a psicologia como um todo.

A psicoterapia, na verdade, é um método de tratamento, uma aplicação dos conhecimentos da Psicologia e da Psicopatologia na clínica psicológica, sendo também chamada de Psicologia Clínica.

É o atendimento realizado exclusivamente por um psicólogo com a finalidade de tratar questões pessoais que podem estar possibilitando sofrimento emocional, tais como: crise no casamento, dificuldades em tomar decisões, traumas emocionais, conflitos interpessoais, choro fácil, explosões de raiva, timidez, fobias, compulsão alimentar ou outras compulsões como as relacionadas ao uso de álcool e outras drogas, ansiedade, pensamentos de morte, dentre outras situações.

A psicoterapia é, ainda, um espaço favorável ao crescimento e amadurecimento pessoal, uma oportunidade de criar intimidade consigo mesmo, de aprendizado, de olhar para si e possibilitar mudança e recondução de vida.

Ao pensar na possibilidade de buscar um psicólogo, é normal que as pessoas não saibam bem o que esperar de uma sessão psicoterápica, assim como pensar naquela imagem distorcida (principalmente pela mídia) do profissional que passa a sessão inteira calado, tomando nota de tudo o que é dito, que não tem ética, enfim, aquele que se você fechar os olhos pode imaginar alguma cena de filme ou novela e só pensar já dá vontade de desistir.

Pegue essa imagem e apague da sua cabeça!!

Existem diversos fatores que podem influenciar na atuação do psicólogo, como a abordagem teórica do profissional (psicanálise, gestalt, comportamental, etc) e a própria personalidade do psicólogo, porém, existem alguns aspectos fundamentais que você deve encontrar em qualquer psicólogo ao ir para a primeira sessão de terapia (e para todas as outras), e que diferenciam esse profissional de qualquer outro, e de uma conversa informal com um amigo. São elas:

1. Sigilo Profissional

Tudo o que você relatar ao seu psicólogo, sua identificação, sua história, suas queixas, não poderão ser revelados à nenhum terceiro sem a sua prévia autorização*. Isto ocorre pois o sigilo profissional está estabelecido no Código de Ética Profissional do Psicólogo, e todo psicólogo deve seguir esta regra.

Em alguns casos, o psicólogo pode realizar supervisão com outro profissional de psicologia, porém, mesmo nestes casos, a identidade do paciente deverá ser resguardada.

Caso ocorra desta regra ser violada, o paciente pode realizar uma denúncia para o Conselho Regional de Psicologia que irá realizar a investigação e possível punição do psicólogo infrator.

Existem apenas algumas situações em que o Psicólogo está autorizado a quebrar o sigilo: quando o paciente coloca a si mesmo ou a outras pessoas em risco, ou quando são revelados crimes realizados. Nesses casos, o Código de Ética prevê que o psicólogo deve informar a família e/ou órgãos públicos capacitados para lidar com a situação, como a polícia, o conselho tutelar, o conselho do idoso, dentre outros.

Tudo isso é acordado entre o profissional e o paciente na primeira sessão onde é feito o contrato terapêutico.

2. Psicólogo não dá soluções para todos os seus problemas

Se você espera que o psicólogo lhe dê as respostas para "resolver" problemas pessoais, você está procurando o profissional errado! Se nós psicólogos tivéssemos soluções "mágicas" para todos os problemas do mundo com certeza tudo seria diferente, mas não é bem assim.

O objetivo da psicoterapia será o de lhe ajudar a pensar sob outros pontos de vista, para que você mesmo chegue a novas conclusões. Acreditamos que a resposta está em você, porém, com todos os problemas e angústias está sendo difícil de encontrá-la.

Funciona mais ou menos como a imagem abaixo, todos os problemas e toda a sua história está toda "embolada" e emaranhada, e através da psicoterapia irá ser possível organizar "a bagunça interna".

3. Psicólogo não prescreve remédios

Psicólogo não é Psiquiatra!

O psicoterapeuta poderá lhe indicar atividades que possam minimizar sintomas que você esteja apresentando, como atividades lúdicas, atividades físicas, dentre outras que possam contribuir para um melhora tratamento, mas de forma alguma lhe receitar medicamentos.

Caso o psicólogo observe a necessidade de tratamento medicamentoso, ele deverá lhe encaminhar à um médico psiquiatra que irá avaliar a indicação ou não de uso de medicamentos ASSOCIADO à psicoterapia, pois é importante lembrar que o tratamento medicamentoso não substitui a psicoterapia, nem o inverso.

Da mesma forma que o psicólogo não pode prescrever medicamentos, também não é reconhecido pela profissão do psicólogo o uso de atividades de terapias alternativas associados à psicologia como acupuntura, Florais de Bach, Tarô, dentre outras. Tais terapias não podem ser associados à ciência psicológica, uma prática não pode se misturar à outra.

O psicólogo que realizar essa associação pode ser denunciado ao Conselho Regional de Psicologia, investigado e punido.

 
 
 

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