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SOLIDÃO MATERNA E A PANDEMIA

  • Foto do escritor: Jennifer Andrade
    Jennifer Andrade
  • 12 de abr. de 2021
  • 2 min de leitura

Gestar e parir um bebê é uma experiência incrível! Um amor gigante toma conta do coração e a vontade de oferecer o melhor para aquele novo ser vai se tornando cada vez maior (sem generalizar, claro). Mas, e a mãe?


Que a maternidade transforma a mulher de todas as formas já falamos, mas que impacto isso pode ter na vida dela?


Queremos mostrar que somos capazes, que a gravidez não nos limita, que podemos fazer tudo o que fazíamos antes, que não somos vulneráveis emocionalmente... queremos sempre mostrar que damos conta e que tá tudo bem. Do contrário, corre-se o risco de acharem que não somos boas mães, que não estamos disponíveis, que nos afastaremos, que mudamos.


Ora, e não é verdade que mudamos? Mas porque isso é ruim? Só porque não vai dar pra dizer sim para todos os encontros entre amigos? Ou por que as horas extras precisarão ser reduzidas?


A gravidez e o puerpério são momentos de muita intensidade emocional e de mudanças hormonais, somados à toda autocobrança e expectativas externas sobre a mulher. O resultado dessa equação, muitas vezes, é solidão. A mãe, isolada em seus medos, pensamentos e sentimentos, limitada a dizer que está tudo bem ou ouvir “mas você tem que agradecer que seu bebê está com saúde!”. As mães não podem dizer como se sentem de verdade, elas não podem chorar, não podem se entristecer, precisam estar em eterno estado de graça.


Com a pandemia, um novo elemento é acrescentado à essa conta: o isolamento social. Não tem baby chá, não tem a festinha elaborada pela mãe para receber as amigas, não tem encontros, não tem visita... estão todos vivendo suas próprias questões, lidando com seus lutos, com seus medos, com suas dificuldades... sobra pouco espaço para perguntar como a grávida ou a puérpera está, mandar um carinho, mostrar que se importa, que lembrou dela.


A solidão aumenta quando não se tem espaço para falar, para compartilhar, para abraços (mesmo virtuais). As exigências maternas só aumentam, os medos se intensificam ao pensar em produzir uma vida em um mundo de cabeça para baixo.


Diante disso, é essencial buscar apoio através de grupos de mães, amigos e pessoas próximas, familiares, psicoterapeuta. Cada um tem uma forma diferente de oferecer suporte, mas é essencial que você encontre em algum ou alguns desses o apoio de que precisa para lidar com esse momento tão particular da vida que é a gestação/puerpério.

 
 
 

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© 2017 por Jennifer Andrade

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